Alexandre Lima
O que parecia ser uma tranqüilidade para os brasileiros que sonham em se formar na área de medicina, está se tornando um pesadelo. Na tarde desta quarta-feira, dia 28, alguns acadêmicos procuraram o jornal oaltoacre.com para denunciar o que está acontecendo.
No dia 30 de outubro de 2009, a Embaixada da Bolívia emitiu um documento onde dizia que, o governo da Bolívia havia determinado que emitiria o visto de Estudante e a legalização dos documentos exigidos, de forma gratuita.
Infelizmente, para muitos que estão cursando na cidade de Cobija, na fronteira com o Acre, este comunicado ainda não chegou e todas as taxas possíveis e impossíveis estão sendo cobradas.
Fato esse que está fazendo com que os mesmo tenham que correr atrás de tudo novamente para poder iniciar o segundo semestre do ano corrente. Muitos já estão pensando em parar de estudar.
Outra reclamação feita pelos estudantes, seria a falta de respeito por parte do consulado boliviano existente na cidade de Brasiléia. Dizem que o preço dos “selos” são cobrados conforme a “cara” do solicitante.
Os documentos exigidos não são poucos. E as taxas variam para folha que recebe um “selo”, pode variar de $50 à 75 dólares americanos. No todo, o estudante pode gastar cerca de $500 por ano. Além do dinheiro, a outra reclamação fica por parte da demora no lado boliviano, que pode demorar cerca de três meses para ser entregue.
Para piorar ainda mais, que assina os documentos seria os funcionários, já que o cônsul praticamente não existe. Em outros órgãos, a situação ainda pode ser pior. Para quem precisa de um nada consta pela INTERPOL, FELCC (polícias bolivianas), certificado onde diz que não tenha doenças, entre outros, está sendo um martírio.
Mesmo com cópias do acordo entre os dois países, nada é cumprido e a situação está se tornado insustentável. “Eles não vêem que estamos levando dinheiro para aquele País, gerando emprego e ajudando no desenvolvimento do estado mais pobre”, disse um estudante revoltado.
Por medo de represália, os acadêmicos não quiseram se identificar já que passam o dia na cidade boliviana. Nos próximos dias, as aulas estarão começando e esperam que as autoridades do Brasil, possam ajudar tomando alguma medida sobre o caso.
Fonte: oaltoacre.com